Vereador cobra solução para vinda do SESC

Vereador cobra solução para vinda do SESC

A Câmara tem acompanhado a questão do imbróglio quanto à autorização, pela Prefeitura, para a instalação do SESC (Serviço Social do Comércio) em Franca. A demanda é antiga e pode estar muito perto de ser resolvida.

A obra de construção do SESC é relevante e a expectativa de investimentos em Franca é de R$ 150 milhões, somente para erguer, mobiliar e equipar o complexo. Além da geração de centenas de empregos diretos e indiretos, durante a construção e após a conclusão, para a manutenção dos serviços oferecidos.

Ocorre que o cronograma inicial de obras previsto pelo SESC não pôde ser cumprido, até pela complexidade que a construção apresenta. Porém, o interesse em vir para Franca, uma das maiores e mais populosas cidades do Estado de São Paulo, continua.

Tanto que o SESC já realizou audiência pública, com participação de vereadores, autoridade do Poder Executivo e da população, apresentando o projeto arquitetônico e as pretensões para com Franca.

Mas o SESC, que é mantido pelo setor comercial do Estado, solicitou ao município uma dilação no prazo, para que possa atender a tudo que é solicitado pela legislação, sem correr o risco de a Prefeitura pedir de volta a área já concedida, no Bairro São José, próximo ao Estádio “José Lancha Filho”, o “Lanchão”.

A Prefeitura respondeu o ofício do SESC dizendo que só prorrogará o prazo se a construção for iniciada no ano que vem e concluída em quatro anos. Caso contrário, vai retomar a área e afastar a possibilidade do SESC se instalar em Franca.

“O problema maior é que a Prefeitura não especifica, por exemplo, o que o SESC terá de fazer ano a ano do cronograma. Por exemplo: no primeiro ano, a obra deverá estar em que estágio? E assim por diante. Se não for tudo muito claro, fica difícil o SESC iniciar um projeto de R$ 150 milhões”, disse o vereador Kaká, que já fez requerimentos cobrando respostas, empenho e celeridade da Prefeitura nessa questão.

A solicitação de dilação de prazo é algo comum em obras deste porte, construídas pelo SESC em municípios do Estado de São Paulo. Um exemplo é Marília, onde houve situação parecida e a Prefeitura deu todo respaldo necessário para que o serviço fosse implantado. Daí, a motivação da Câmara, segundo Kaká, de que haverá bom senso por parte da Prefeitura de Franca.

“Em Marília, desde a cessão do terreno até o início das obras, que acontecerá provavelmente ainda este ano, quase uma década se passou. Mas a Prefeitura daquela cidade concedeu o prazo e quem ganhará agora é a população. E olha que o projeto de lá prevê investimento de R$ 60 milhões, menos da metade do que o SESC está disposto a aplicar em Franca”, afirmou Kaká.

As unidades do SESC contam com diversos serviços, que passam por teatro, clínica odontológica, conjunto aquático, inclusão digital, espaço para atividades artísticas, biblioteca, turismo social, ginástica multifuncional, entre diversas outras.