Frente parlamentar faz inspeção na Rodoviária

 

A frente parlamentar formada na Câmara Municipal de Franca para analisar diversos problemas da cidade fez uma inspeção, nesta terça-feira, à Rodoviária de Franca, localizada na Avenida Sete de Setembro.

No local, os vereadores Della Motta (Podemos), Cristina Vitorino (PRB) e Kaká (PSDB) conheceram a estrutura física e conversaram com funcionários, comerciantes e taxistas que trabalham no ponto da Rodoviária.

E foi justamente na conversa com os taxistas que os vereadores tomaram conhecimento de muitos problemas que afetam o dia a dia deles e dos passageiros. Uma das queixas foi em relação ao fechamento do antigo estacionamento aberto, que se tornou uma espécie de praça.

Foram colocados vasos de cimento impedindo a entrada de veículos e instalados bancos. A justificativa, na época, é que os carros estavam destruindo o piso do espaço, que é de pedra. Porém, após o fechamento, o local é ocupado somente por viciados, ladrões e moradores de rua.

“Vamos agir no sentido de pedir à atual administração, que não é responsável pelo fechamento, que volte a viabilizar o estacionamento naquele ponto. Isso porque os veículos que ali pararem não vão atrapalhar o fluxo e o embarque e desembarque, por exemplo, de cadeirantes e idosos”, afirmou Della Motta.

Outro pedido dos taxistas é que o embarque e desembarque seja mudado para alguma rua próxima, para evitar a ação de motoristas de cooperativas e também dos clandestinos. “Entendo que isso será difícil, uma vez que limitaria o acesso dos passageiros com dificuldades de locomoção. O que é possível fazer é requisitar uma fiscalização mais intensa da Prefeitura a quem tiver irregular”, disse a vereadora Cristina Vitorino.

A segurança foi outro ponto questionado aos vereadores, uma vez que não há qualquer policial, guarda ou vigilante privado, o que facilita o acesso a desocupados ao complexo rodoviário. “Já houve, na Rodoviária, presença constante de policial militar, depois de guarda civil. Agora, não tem ninguém. Vamos ver o que é possível fazermos, a quem devemos oficiar, para resolver essa questão”, disse o vereador Della Motta, que é tenente da Reserva da Polícia Militar.

Na área interna, o problema era outro. A ausência de um trabalho de assistência social da Prefeitura preocupou os vereadores, uma vez que centenas de pessoas desembarcam na Rodoviária precisando de alguma ajuda.

Justamente durante a visita, dois homens abordaram os vereadores, sem sequer saber da posição deles, para pedir ajuda. Iam para Patos de Minas para trabalhar, mas por pegarem ônibus errado, acabaram em Passos (MG) e depois em Franca. Não havia qualquer assistência especializada, da Secretaria de Ação Social, no local.

“Temos que pedir uma ação preventiva da Prefeitura, porque esses rapazes, por mais que sejam trabalhadores, se não tiverem como ir embora vão ter que pedir ou até praticar algum delito, porque terão fome, como todos nós. Só aqui, agora, contei quatro ou cinco pessoas querendo ir embora, mas sem saber e sem ter como. Se o município se antecipar, é um problema social a menos para resolver depois”, afirmou o vereador Kaká (PSDB), primeiro-secretário da Câmara de Franca.